A Produção Gráfica
A Produção Gráfica

1) ETAPAS DE PRODUÇÃO:

A produção de um impresso envolve, de forma geral, quatro grandes etapas, independentes do processo gráfico utilizado: projeção, pré-impressão, impressão e acabamento.

1)     Projeção: acontece na agência: projeto gráfico, diagramação e/ou layout, artefinalização.

2)     Pré-impressão: é a produção do fotolito/CTP, digitalização e edição de imagens de alta resolução que são as mascaras que permitem a impressão gráfica.

3)     Impressão: é onde se inicia com a produção da matriz.

4)     Acabamento: inclui tudo aquilo que é posterior à impressão e anterior ao empacotamento dos impressos: cortes, refile, aplicação de vernizes e revestimentos, grampeamento, encadernação etc.

  

 

2) MATRIZES (CHAPAS):

Todo processo de reprodução pressupõe cópias e, portanto, uma matriz da qual elas se originam. As matrizes podem ser físicas (nos processos mecânicos) ou virtuais (nos processos digitais e em alguns híbridos). Para cada cor impressa geramos uma matriz. Então se temos quatro cores, termos quatro matrizes.

1)      Matrizes físicas: estão diretamente relacionadas ao material do qual são feitas ou com seu aspecto físico: chapas (off set), cilindro ou forma (rotogravura), tela (serigrafia), borracha (flexografia), rama e clichê (tipografia).

2)      Matrizes virtuais: são originadas dos processos digitais e determinados equipamentos de serigrafia

Os processos mecânicos onde se utilizam matrizes, estas imprimem simultaneamente mais de uma unidade do serviço a ser realizado. Isso porque a matriz é maior do que o produto final e, por isso, nela cabem mais de uma lâmina ou página. Por uma questão de economia de tempo, de mão-de-obra e de insumos, são impressas várias páginas ou lâminas ao mesmo tempo, a partir da mesma matriz e na mesma folha de papel.

Os processos digitais cada cópia é impressa separadamente, pois matriz e papel utilizados são mais ou menos do mesmo tamanho que o produto final, devido às restrições da tecnologia envolvida.

  

3) TIPOS DE MÁQUINAS PARA O PROCESSO OFF SET:

1)      Máquinas planas: é aquela impressora cuja matriz é disposta de forma plana e o papel também é disposto sobre uma base plana, entrando na máquina em folhas soltas. As folhas entram na máquina já cortadas em folhas soltas.

2)      Máquinas rotativas: são aquelas cujo mecanismo é baseado em cilindros, ou seja, a matriz e o papel são suportados por cilindros e todo o processo é rotativo e portanto, incomparavelmente mais rápido. Além da agilidade uma outra vantagem é a durabilidade das máquinas, pois o impacto durante o processo de impressão é muito menor. O papel entra na máquina em rolos, através de bobinas.

 

4) OFF SET:

 Usado para medias e grandes tiragens e para praticamente qualquer tipo de papel e alguns tipos de plástico. Ele faz impressão indireta. Há um elemento intermediário entre a matriz (chapa) e o papel chamado de blanqueta (borracha). A imagem que está na matriz é transferida para um cilindro coberto com a borracha e daí para o papel. Em resumo: a chapa imprime a borracha e está imprime o papel. As chapas offset são produzidas por fotogravura, com a utilização de fotolitos, ou por gravação digital, o ainda CPT que é utilizado no offset digital (mais usado hoje em dia). As impressoras off set podem ser planas ou rotativas. As rotativas atingem em média 30.000 cópias por hora e em geral é utilizada para impressos com menor qualidade. A diferença do offset convencional par ao digital é que neste último não se utiliza água e a entrada de dados é feita através de CTP.

 

5) MEIOS TONS:

Percebemos as imagens ao nosso redor não através de cores e traços, mas através de meios-tons que nos dão a percepção das luzes, das sombras, das texturas, da profundidade etc. É a diferença entre uma fotografia e um desenho simples feito com esferográfia. Estes meios tons são formados por retículas.

Ex.: na foto, as formas são definidas por meios-tons; no desenho, por traços e pelas cores que os preenchem. Na foto dizemos que há uma imagem em meio-tom; no desenho, temos uma imagem em traço.

 

 

6) TONS:

Quando não utilizamos meios tons temos uma impressão a traço. O traço é a propriedade de todo elemento impresso que é formado por uma única tinta, e portanto, por uma única cor física. Ex.: os grandes jornais, que são impressos no processo off set, utilizam traço para a impressão dos textos (com tinta preta) e meios-tons para as fotos. Cada uma dessas tintas são impressas separadamente (anda que uma logo após a outra, na mesma máquina). Isso significa que uma impresso que possui mais de uma cor foi, em realidade, impresso mais de uma vez.

 

7) FOTOGRAVURA E FOTOLITO:

  A maior parte dos processos de impressão necessita de uma matriz física para realizar as cópias, enquanto outros utilizam matrizes virtuais.

Fotogravura é termo usado para o processo usado para a geração de matrizes ou parte delas através da gravação da imagem numa superfície utilizando-se elementos químicos sob a ação da luz. Essa matriz é colocada sobre a superfície que servirá como Mariz, que é fotossensível, ou seja, sensível a luz. Sob a luz, a máscara expõe algumas área e esconde outras, para que sofram ou não a ação da luz combinada com as substâncias químicas e assim ocorra o processo de impressão. Desta forma, esta máscara determina na matriz as áreas que receberão tintas e assim reproduzirão os elementos gráficos quando da impressão. Está máscara, geralmente feita de um plástico denominado acetato, é chamada de fotolito no processo offset e simplesmente de filme em outros processos de impressão.

 

 

8) LASERFILM:

É a matriz de impressão a laser usado naqueles impressos que incluem apenas corpo de texto e pequenos grafismos, como a maioria dos livros, por exemplo. É uma solução bem mais econômica e eficiente, porém com qualidade inferior a do fotolito. O laserfilm é feito de papel poliéster específico, transparência ou papel vegetal de baixa gramatura. É importante lembrar que o resultado só é satisfatório , todavia, para layouts com as limitações citadas acima, dada a falta de uniformidade e densidade da impressão a laser.

 

9) CTP/DTP:

A fotogravura e fotolito já estão quase abolidos do processo de impressão, pois os processos informatizados para geração de matrizes como o CTP se tornaram meios mais eficazes e com custo bastante acessível. O CTP (computer-to-press) e o DTP (direct-to-plate) produzem as matrizes utilizando feixes de laser, a partir dos dados enviados diretamente pelo arquivo de computador fornecido pelo designer. O processo de impressão digitais, por sua vez, não necessitam de fotolitos, já que suas matrizes são virtuais, e não físicas – não precisando assim, de máscara alguma para sua produção.

 

10) LINEATURA X DPI:

A resolução de uma imagem no computador é definida pela unidade DPI (dots per inch ou pontos por polegadas). No entanto, nos fotolitos a resolução depende anda de uma outra propriedade, expressa em LPI (lines per inch, ou linhas por polegadas). Ela se refere a frequênci dos pontos deles, ou seja, quanto maior a lineatura, menores os pontos e mais bem simulados serão os meios-tons. Em contrapartida quanto menor a LPI, pontos maiores e em menor número formam as retículas de forma que se tornam mais visíveis a olho nu e resultam numa simulação mais deficiente dos meios-tons. Embora esteja cada vez mais em desuso, devido ao uso de softwares em inglês, também é usada a medida em LPC (linhas por centímetro). Essas lineaturas são definidas pelo birô de impressão quando o arquivo é fornecido aberto e pela agência quando o arquivo é fornecido fechado.

 

             Pontos maiores                                             Pontos menores

LPI     50  65  75  85  100  110  120  133  150  175  200  250  300

LPC    20  25  30  34  40    44    48    54    60    70    80    100  120

 

11)  DPI:

A relação entre DPI (que é a medida que define a resolução das imagens nos arquivos informatizados) e LPI é de 2:1, ou seja:

A resolução da imagem em DPI deve ser sempre o dobro da LI.

Assim se um projeto será fotolitado em 133 LPI, a resolução mínima das imagens deverá ser de 266 DPI (ou 300 DPI, para simplificar).

  

12) COMO DETERMINAR A LINEATURA: há dois fatores básicos para determinar a lineatura:

1) o papel utilizado: quanto mais absorvente, menor deve ser a lineatura, pois pontos muito pequenos e próximos poderão “estourar pelo excesso” de tinta absorvida.

2) Equipamento disponível no birô de pré impressão.

 

 13) CUIDADOS NA MONTAGEM FINAL DO ARQUIVO PARA IMPRESSÃO:

O fato de haver mais de uma lâmina ou mais de uma página na mesma matriz significa que esta precisa ter alguns elementos que facilitem a operação durante e após a impressão, visando a qualidade do produto final. Alguns termos básicos são importantes para facilitar e baratear o processo de impressão:

1)                 Como saber onde começam e terminam as páginas, por exemplo? É preciso que há indicações na matriz e que estas indicações sejam impressas nas folhas para orientar o corte que separará estas páginas. Boa parte destes elementos têm que constar já na arte final, sendo responsabilidade da agência.

2)                 Formato de fábrica: é a folha de papel tal como ela é adquirida junto aos fabricantes e distribuidores. Os formatos são padronizados e em geral bem maiores do que os impressos, tendo uma de suas dimensões medindo cerca de um metro.

3)                 Formato de entrada de máquina: embora fosse o ideal, nem sempre a boca da máquina (a área para a entrada do papel na impressora) é dimensionada pra o formato de fábrica. Quando a máquina tem um porte menor as folhas sofrem um pré-corte. O formato de entrada é aquele obtido após o pré-corte.

4)                 Margens laterais da folhas: é o primeiro elemento que tem de ser considerado na matriz e, portanto, no aproveitamento do papel para a impressão. Todo processo de impressão que se utiliza de cilindros necessita de área laterais do papel para fazer com que ele “corra” por seus mecanismos. Além disso, o armazenamento, o transporte e o manuseio do papel podem comprometer as bordas das folhas e mesmo das bobinas de papel. Por uma razão ou outra, há o risco destas áreas ficarem amassadas ou manchadas, e por isso elas devem ser desprezadas.

5)                 Margem de pinça: é um elemento exigido por vários modelos de impressoras, especialmente aquelas que não trabalham em alta velocidade: a alimentação do papel é feita por um equipamento – a pinça – que puxa as folhas pra dentro da máquina. Está peça, com muita freqüência, amassa, arranha ou mesmo suja ou rasga o papel, e por isso é preciso desprezar a área da folha onde ela atua. Assim, além das três margens laterais da folha é preciso deixar uma margem maior – a margem da pinça – no lado da folha que entrará primeiro na boca da máquina e que será puxado pela pinça.

6)                 Marcas de impressão: são elementos gráficos que precisam constar da matriz e que serão impressos na folha pra auxiliar a impressão e o acabamento, sendo desprezados do produto final. Há três marcas fundamentais:

Marca de corte: indicada por traços uniformes com pelo menos 3mm de comprimento e que indicam onde o impresso deve ser cortado para ficar com suas dimensões finais.

Marcas de dobra: semelhante as marcas de corte, porém tracejadas, e que indicam a localização das dobras que o impresso terá.

Marcas de registro: como foi visto no tópico sobre retículas e meios-tons, as diversas tintas que compõem as cores de um impresso são, na realidade, fruto de impressões realizadas separada e sucessivamente. É necessário, assim, que estas impressões se “encaixem” umas às outras, pra que os elementos gráficos não se sobreponham nem pareçam borrados. A isso se domina registro. As marcas de registro são padronizadas pra que o gráfico possa, através delas, verificar rapidamente se a impressão está correta ou fora de registro.

Tira de cor (ou tira de controle, ou barra de controle): outro elemento gráfico que deve fazer parte da matriz e que é impresso na folha de entrada em máquina. Trata-se de uma estreita impressão padronizada que será descartada quando da finalização do impresso, mas que é fundamental para que o gráfico possa avaliar a qualidade do trabalho durante o andamento da impressão (quantidade de tinta), intensidade da umidade no caso do processo off set, registro etc.).

Área útil de impressão: é a área do papel onde efetivamente pode se dar a impressão. Do formato de entrada em máquina, subtraem-se as margens laterais e a margem de pinça e, por uma questão de prática, a área a ser ocupada pela(s) tira(s) de cor. Chega-se então à área útil de impressão, que deve ser utilizada como base para o cálculo do formato do impresso ainda quando da etapa de sua projetação.

Sangramento ou sangria: um elemento sangrado é aquele que “parece” não caber no formato final do impresso e que por isso foi “cortado”, ficando por conta do leitor “completá-lo”subjetivamente. Os sangramento são justamente o cuidado necessário para que os elementos gráficos que ficarão nas bordas do papel fiquem efetivamente sangrados. Assim, sangramentos são “excessos” de impressão que ultrapassam os limites do formato final do impresso – ou seja, que ultrapassam os limites estabelecidos pelas marcas de corte. Este “excesso” de impressão, que deve ultrapassar em pelo menos 3mm as marcas de corte, são cortados quando da finalização do impresso.

Caderno: quando se trata de impressos paginados cada uma das folhas impressas é dobrada de acordo como número e o formato das páginas que contém e então três de seus lados são refilados (ou seja, levam pequenos cortes), para que as páginas possam ser abertas. A este resultado se dá o nome de caderno – o que significa que cada folha forma um caderno. Assim uma folha no qual são impressas oito páginas em cada face transforma-se num caderno de 16 páginas. Estas páginas ficam “unidas” por uma dobra resultante do lado que não foi cortado. Esta dobra servirá como base para a encadernação – que por sua vez, reunirá como base para a encadernação – que por sua vez, reunirá os vários cadernos que formam o total de páginas da publicação. Ex.: um livro de 160 páginas seria formado por dez cadernos de 16 páginas. Ou seja? Cada exemplar foi feito com dez folhas de entrada em máquina, que depois de impressas foram dobradas, refiladas e reunidas pela encadernação

Imposição de páginas: este processo é de responsabilidade do montador da chapa e é realizado na gráfica. Está etapa é realizada quando da montagem da matriz: é preciso organizar os fotolitos das páginas na matriz de forma que, após a dobra, elas tenham a seqüência correta, de acordo com a sua numeração. Quando a chapa é gravada digitalmente CTP ou DTP a imposição é realizada eletronicamente, via software.

Formato aberto e formato fechado: mesmo que venha a receber dobras qualquer projeto é impresso aberto. Portanto, é fundamental e de extrema importância que os formatos abertos e fechados sejam informados corretamente. O erro na informação correta dos formatos pode implicar em vários fatores como alteração de preços, prazos de produção e até mesmo em alguns casos troca de fornecedor por não possuir máquina com o formato necessário para a impressão do trabalho. Alguns cuidados devem ser tomados para os impressos com determinados tipos de acabamentos como os livros, por exemplo: o formato final aberto deve considerar a lombada. Exemplo: miolo de um livro no formato fechado = 15cm, portanto aberto será 30cm. A capa devemos considerar que além dos 30cm do formato aberto, também, teremos uma lombada e as orelhas se ele tiver. Assim: formato aberto da capa = 30cm + 1cm lombada = 31cm formato aberto da capa. Para encontrar o formato fechado desconsideramos a lombada e teremos 15cm no formato fechado da capa.

 

14) CORES E MEIO-TOM:

1) P&B: um impresso em p&b não é produzido com o uso de tintas de diversas gradações de cinza, mas simplesmente através do uso de uma única tinta no caso o preto. O que determina o cinza que vemos é a quantidade e o tamanho dos pontos pretos impressos no papel.

 2) Retículas mais fechadas (mais e maiores pontos) são obtidos os cinzas mais escuros, até chegar ao preto.

 3) Retícula mais aberta (menos e menores pontos) são obtidos os cinzas mais claros, até chegar ao branco (ou a cor do papel utilizado), que é justamente, a ausência de tinta.

 4) Preto: áreas totalmente pretas não utilizam retículas, porque não são em meio-tom, mas traço – ou seja, a tinta é aplicada uniformemente, sem variações.

5) Monocromia: são impressões nos quais se utilizou uma única tinta. Elas podem ser tanto traço quanto meio-tom. Ex.: azul claro, azul escuro etc.

 6) Policromia ou quadricomia: podem ser formadas por tintas de quatro ou mais cores diferentes.

 7) Bicromia: impressão em duas cores de tintas diferentes. Quando as duas tintas simulam meio-tons intermediários entre elas, através das retículas, esta bicromia é chamada de duotone.

 8) Tricomia: impressão em três cores de tintas diferentes. Quando as três tintas simulam meio-tons intermediários entre elas, através das retículas, esta tricomia é chamada de tritone.

 9) Cor de seleção: são as cores básicas que formam a escala (CMYK).

C = cian

M = magenta

Y = amarelo

K = preto

10) Escala: conjunto de todas as diversas “cores” formadas por cores básicas

Cor de escala: são as “cores” geradas pelas cores de seleção e que, juntas, formam a escala.

 11) CMYK X RGB: a escala de cores RGB é apropriada a formação das cores por feixes luminosos (como é o caso da tela do computador), mas nunca deve ser usada para a reflexão através do papel, pois ela não se adéqua ao uso da cor-pigmento (tintas). RGB e CMYK são escalas tão deferentes que a mistura de suas cores de seleção têm resultados radicalmente distintos, exemplo:

RGB: luzes vermelhas, verdes e azuis misturas resultarão num feixe branco;

CMYK: tintas cian, magenta e amarela misturadas, resultarão em algo assemelhado ao preto.

Importante: Todos os programas de computadores utilizados dispõem da escala CMYK (Europa), mas é importante que já na concepção de criação que a cor não seja definida pelo que se vê na tela, pois elas aparecerão distorcidas, já que são SIMULADAS pela escala RGB, e não pela escala CMYK (Europa). Em vez disso, deve-se consultar a escala impressa e então aplicar através do programa a cor de escala desejada, que será a simulada na impressão através de retículas com as tintas nas cores de seleção utilizadas para a produção daquela cor na gráfica. Assim, o que será indicado não é a cor desejada e sim as retículas a serem utilizadas por cada tinta para a simulação daquela cor, por exemplo: um determinado tom de laranja é obtido através de 80% de amarelo e 10% de magenta – isto significa que os pontos que formam a retícula do amarelo cobrirão teoricamente 80% daquela área do papel, enquanto os pontos em magenta cobrirão apenas 10%.

 12) Hexacromia Pantone: é uma escala de cor lançada pela empresa Pantone em 1995 e  patenteada por ela. Esta escala se utiliza de dois tons bastante saturados de laranja e verde ao lado do cian, do magenta, do amarelo e do preto. Sua vantagem é que ela gera cores mais vivazes e, por ter mais cores de seleção, produz tons que a escala CMYK não tem como alcançar. Seu custo é mais alto por utilizar seis tintas e seis impressões. Por isso é indicada para projetos especiais e grandes tiragens.

 13) Cores especiais: são impressões coloridas que não utilizam meios-tons, mas apenas traço. Suas cores não são produzidas pela simulação de meio-tons, mas pelas tintas propriamente ditas – que são, em geral, duas ou três. Essas impressões são chamas de duas ou três cores e nunca de policromias. As tintas utilizadas não são cores da escala, mas sim cores especiais (cores spot, nos programas de computador em inglês). Uma cor especial é justamente, qualquer uma que não seja o cian, o magenta, o amarelo ou o preto – ou seja, qualquer cor que não seja impressa a partir da combinação das tintas cian, magenta, amarelo e preto. No meio gráfico, o vermelho é uma cor especial quando impresso com tinta vermelha, assim como um determinado tom de amarelo que não seja aquele da escala, ou o verde, o lilás, o dourado etc.

 

15) PORQUE É MAIS CARO IMPRIMIR COM TINTA ESPECIAL?

1) A impressora terá que ser lavada especialmente para receber a nova tinta e, ao fim da impressão, lavada novamente pra retirá-la. Isso não acontece com as tintas das cores de seleção, já que são padronizadas e usadas sucessivamente em diversos trabalhos.

2) A gráfica terá de adquirir a tinta daquela cor específica ou produzi-la através da mistura de outras tintas.

3) Quando se quer um impresso com uma quinta cor. É quando se usa a cor especial, em adição às quatro da policromia, para o alcance de uma cor impossível de ser obtida através das cores de seleção. Ex.: cores metálicas e fosforescentes. Assim, além da impressão do cian, do magenta, do amarelo e do preto, é feita uma quinta impressão utilizando-se da tinta na cor desejada.

Nota: normalmente, não se usa meio-tom para a mistura ótica (computador) com cores especiais, dada a dificuldade de se precisar o resultado que será obtido.

 

16) QUANDO DEVO UTILIZAR CORES ESPECIAIS?

Quando se quer um impresso que tenha no máximo 3 cores, mas dispomos de um orçamento baixo. Mas isto é aplicado quando não se tem mais de três cores no impresso. Por exemplo: um flyer com o texto azul: a entrada de máquina dele será apenas uma vez se impresso em cor especial. Se a impressão for através da escala CMYK teremos quatro entradas de máquina para chegar no azul desejado.

 14) Retícula estocástica ou retícula de freqüência modulada: a mesma reticulada utilizada pelas impressoras pessoais (caseiras) coloridas. Ao contrario da retícula já conhecida que organiza os pontos de forma geométrica, ela organiza os pontos aleatoriamente (de forma modulada), condensando-se ou afastando-se de acordo com o tom de cor almejado. Seus pontos são microscópicos, variando de 7 a 40 milésimos de milímetros. As vantagens são: melhor definição das imagens e dos detalhes, cores mais vívidas e uma melhor simulação de tons contínuos (ou seja, passagem de um meio-tom para outro). Desvantagens: a maioria dos fornecedores não tem equipamentos adequados para utilizá-la; o diminuto tamanho dos pontos requer acertos freqüentes e específicos das máquinas; os erros na geração dos fotolitos/CTP não tem como serem corrigidos rapidamente.

 15) Cores no processo de policromia: as cores no processo de policromia para o corte eletrônico, e a maioria dos processos de flexografia e a serigrafia. Nestes processos a cor que será impressa é exatamente a cor que a tinta possui. Para uma nova cor é necessária a aplicação de uma nova tinta, ou seja, cada cor representa uma nova impressão. Esse tipo de processo, também, não aceita a impressão de retículas tão pequenas na maioria dos casos. São poucos os fornecedores preparados para este tipo de impressão o que gera custos mais altos.

 16) Como especificar as cores especiais:

É importante ao consultar as escalas de cores os papeis que serão impressos, pois o papel compromete a fidelidade da cor. Toda boa escala de cores traz opção em papel brilho e fosco.

1) Uso do catálogo do fabricante de tintas que normalmente se encontra nas gráficas.

2) Uso da escala Pantone: é o melhor procedimento para o caso do uso offset. Está escala se baseia em 14 tintas (incluindo a preta e a branca), que produzem 1.012 tons diferentes. As cores são obtidas através da mistura das tintas básicas, misturas estas compradas já prontas com as respectivas porcentagens de tintas para alcançar a cor desejada.

3) Uso da escala CMYK (Europa) para mistura de tintas: neste processo deve-se ter o cuidado:

Reconhecer a cor a parti de sua aplicação no mesmo papel no qual será realizada a impressão, após um breve tempo de secagem, e jamais a partir da tinta pura, na lata;

Certificar de que a quantidade de tinta misturada será suficiente para toda a tiragem.

Esta opção deve ser muito bem planejada, do briefing a impressão, pois qualquer alteração em quantidades, papel compromete o resultado final do trabalho.

4) Mistura de tintas a partir de uma amostra de cor: está é uma opção perigosa, pois não há garantia de que a cor de referência tenha sido obtida através das cores de seleção que serão a base da mistura. Principalmente se o suprimento para impressão não for papel: e sim um plástico, tecido etc. Os cuidados a serem tomados são os mesmos do uso da escala CMYK para mistura de titnas.

 

17) Codificação de cores: como já visto cada cor representa uma entrada em máquina, por isso a importância de se definir corretamente quantas cores tem um impresso. Ex. 1/0 (lê-se “um barra zero”) – impressão de uma cor numa face e nenhuma impressão no verso da folha.

4/4 – impressão em ambas as faces em quatro cores.

Dizer apenas que um impresso 4 cores não define a quantidade de vezes que ele vai entrar em máquina, pois não se define se é impressão é nos dois lados ou um lado.

 

18) Fatores que comprometem a fidelidade das cores:

1) Não conversão da escala RGB para a escala CMYK.

2) Influência do papel: as tintas do processo offset e flexografico não são opacas por isso compromete o resultado final de cor no papel. Ex.: papeis muito lisos e brilhosos tendem a tornar as cores mais vivazes (papel couché). Papeis foscos fazem o efeito oposto (sulfite, off set (AP). 

3) Carregamento de tinta: a quantidade de tinta utilizada também pode alterar a tonalidade da cor. Uma carga maior de uma tinta ou outra afetará todas as cores de escala do impresso.

4) Instabilidade do processo: processo como offset, flexografia e serigrafia tendem durante o processo de impressão a instabilidade, ou seja o impresso inicial não será exatamente igual ao final. Por isso a importância de um bom acompanhamento da gráfica para garantir a menor diferença na tiragem.

   

17) TIRAGEM:

 A definição de uma tiragem correta é de grande importância para evitar que se pague mais por um impresso. A reimpressão acarreta custos de acerto de máquina que aumentam sensívelmente o custo unitário do impresso. Ex.: 20.000 impresso custam R$ 1,00 cada. Rodar 12.000 agora e 8.000 depois de uma semana podem aumentar este preço para R$ 1,40 unidades.

 

18) QUANTIDADES PARA ORÇAMENTO QUANDO NÃO SE TEM A TIRAGEM DEFINIDA:

Para decidir as quantidades a serem usadas como base de cálculo, sugere-se:

1)      Perguntar ao cliente quantos impressos ele precisa. Evite tomar como base solicitações de preço anteriores nessa fase.

2)      Use uma tiragem como ponto de partida e mais duas tiragens adicionais, sendo cada uma delas entre 5 e 10% maiores:

Quantidade: 15.000 folders = 1.500 unidades / 2.000 unidades / 2.500 unidades

Quantidade: 5.000 livros = 5.000 unidades / 6.000 unidades / 7.000 unidades

Quantidade: 40.000 envelopes = 40.000 unidades / 42.000 unidades / 44.000 unidades

Quantidade: 10.000 jornais = 10.000 unidades / 110.000 unidades / 120.000 unidades

 

19) CUSTO E VALOR

Custos fixos: são aqueles, não importa se você vai imprimir mil ou 1 milhão de exemplares, permanece os mesmos. Eles são:

Criação (apresentação do projeto)

Editoração (diagramação)

Ilustração (artes, imagens)

Pré-impressão (tratamento de imagens quando houver, fotolitos (saída de filmes), provas, chapas (CTP).

 

Custos variáveis: incluem todo serviço e insumo proporcionado pela gráfica, e mudam de acordo com a tiragem. Eles são:

Papel

Impressão (hora/máquina)

Acabamento

CURRÍCULO